Após contaminação de açaí no AC, produtores alegam queda nas vendas e exigem criação de selo

07 de fevereiro de 2019
07:45
Administrador

Após a Secretaria de Saúde de Rio Branco convocar a população que comprou e tomou açaí dos fornecedores do Mercado Elias Mansour , para que façam o exame de diagnóstico para doença de chagas, produtores e vendedores lamentam queda na venda do produto na capital.

Com o temor de ver o negócio parado, um grupo se reuniu, na manhã desta quarta-feira (6), com os vereadores de Rio Branco para pedir que haja uma legislação municipal que garanta segurança à população e então voltem a comercializar o produto.

Outra reclamação dos vendedores é o preço que têm que desembolsar para fazer as análises necessárias para comprovar que o açaí está livre da presença da doença.

Comerciante há pelo menos 35 anos, Genivaldo Rebouças, de 58 anos, chora ao relatar que desde o dia 1º, quando foi feito o chamado pela secretaria de saúde do município, passa o dia sentado sem vender nada.

"Paguei em 1 quilo, R$ 232 para fazer a análise e não fiz todas. Ainda tem que mandar para Brasília para fazer outra parte e vai custar entre R$ 2 mil a R$ 3 mil para fazer. Mandei os colonos pararem com a produção. Não adianta comprar se não estou vendendo", lamenta.

São cerca de 40 produtores que fornecem o açaí para Rebouças. Ele diz que e as vendas caíram em torno de 90%. Antes,como relata, era difícil dar conta da demanda.

"Não posso discutir com ninguém até provar para as pessoas que estou certo. Vou tentar provar isso e se não der certo vou ter que ir embora", conta.

Marcos Alves é produtor e diz que a distribuição do produto parou. E a preocupação, além das vendas paradas, é em conseguir se adequar as normas para continuar trabalhando.

"A gente quer uma facilidade para comercializar na legalidade. Nós podemos fornecer com qualidade, só é necessário garantir às pessoas que elas vão ter um produto de qualidade", disse.  Veja mais em: G1-Acre